Livros que não terminei de ler

No ano passado minha tia me emprestou um livro pequeno e de páginas amarelinhas, na hora eu já pensei: esse vai ser moleza, vou ler rapidinho e devolver logo (não gosto de ficar muito com com o livro de alguém). Mas eu me enganei. Eu até já devolvi, mas sem ter lido o livro todo. Simplesmente não consegui mais ler o livro. E foi pensando nessa história que resolvi escrever esse post listando alguns livros que não terminei de ler. Porque às vezes acontece e não há mal nenhum nisso.

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Primeiramente tenho que confessar que hoje sou tranquila quanto ao assunto de ‘abandono de livros’, mas já fui muito neurótica quanto a isso. Acho que era quase um ‘toc’ (exagerada!) de tanto que me obrigava a terminar de ler livros que pra mim estavam horríveis. E me sentia muito culpada por fazer isso. Então evitava esse círculo vicioso, e não parava nenhum.  Achava errado não dar uma ‘oportunidade ao livro’ de melhorar. Ainda evito ao máximo abandonar um livro, mas só consigo isso com muito autoconhecimento. Já sei que tipo de leitura me ‘aborrece’ e muitas vezes já na indicação de alguém ou ao ler as abas do livro identifico que aquele ele não é pra mim. Confere a lista ai que você vai entender melhor:

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O Diário de Anne Frank

Esse foi o primeiro livro que eu lembro de ter abandonado, foi na adolescência ainda. Na escola a professora comentou dele, e a leitura não era obrigatória, mas CDF que eu era, pedi meu pai pra comprar. Coitado, dinheiro jogado fora. Se eu cheguei na página 100 foi muito. Para quem não conhece, o livro é literalmente o diário de uma menina que contava o dia a dia da família refugiada durante a guerra. É um livro muito famoso, vive na lista da revista Veja, e é citado no livro “A Culpa é das Estrelas” (já falei desse aqui) como um dos favoritos da personagem principal. Mas o que posso dizer sobre ele é algo que demorei alguns anos para perceber que livro de guerra pra mim não dá. Simples assim.

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Cartas de um diabo ao seu aprendiz

Esse foi o tal livro que minha tia me emprestou. Ele é de um autor super famoso, o C.S.Lewis que escreveu “As Crônicas de Nárnia”. Então achei que ‘pronto’, já era o suficiente para o livro ser bom. E pra falar a verdade, o livro é realmente tão bom, no que ele se propõe que eu comecei a ficar angustiada. Vou me explicar: como o nome diz, um diabo envia cartas ao seu aprendiz ensinando e corrigindo-o em relação as maldades e tentações aos humanos. E é ai que a coisa complica, no livro, que é do ponto de vista do diabo, o inimigo é Deus e o certo é o errado. Até que a gente pega o jeito a cabeça dá um nó … mas depois que ficou ok, fui me sentindo mal mesmo assim, sabe porque? A sensação de que ‘temos pouca fé’ e ‘somos hipócritas’. Triste, mas foi verdade.

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O Guardião de Memórias

Eu gostaria sinceramente de ter terminado esse livro. A história é muito boa, de verdade. Mas por algum motivo não consegui. Como a capa sugere, o livro é frio, denso e pesado. O tema é forte, e parece até enredo de novela das nove ou miniséries (in)tensas. O pouco que me lembro é que o homem (acho que é médico) no parto da esposa vê que um dos gêmeos nasceu com síndrome de down (o livro se passa numa época que não tinha tecnologia tanta tecnologia e foi uma surpresa mesmo) e manda a enfermeira ‘desfazer’ do bebê e fala para a mulher que a criança morreu. Mas a mulher não conforma com a tristeza e fica remoendo a história, ela decide fazer um ‘funeral’ simbólico, e o cara tem que mentir em relação ao corpo, enterro, etc. Enfim… se alguém leu algo além disso por favor me conta, pois até hoje estou curiosa pra saber o fim (mas não o suficiente para ler, compreende?).

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O Menino do Pijama Listrado

Foi nesse livro que tomei a consciência de que nada de guerra dá pra mim. Simplesmente porque eu não li nem 10 páginas desse livro. Pra variar, #sóquenão, era um livro emprestado e tratei logo de devolver. Eu me senti muito agoniada, de ver ali a descrição de uma situação tão extrema e triste que é uma guerra, em que milhares são obrigados a se matar por conta de meia dúzia no poder… Mas voltando ao livro, acho que a maioria conhece esse título porque ele ficou ainda mais famoso quando virou filme. Inclusive, mesmo sem ter lido eu conheço a história toda pois pedi pra me contarem, e sabe de uma coisa, ainda bem, eu não ia mesmo aguentar tanta tristeza.

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A Arte da Guerra

E esse último foi um livro que me esforcei  ao máximo pra ler, pois é muito recomendado na área administrativa, mas ó, se eu dependesse dele pra garantir um vaga ou promoção… sei não… tenho minhas dúvidas tá. E a ladainha aqui é a mesma: você já viu no título, que ele fala de guerra, blá blá blá, e alguém ai ainda tem dúvida que eu tenho pavor do assunto? Pois bem, é um livro que possui várias versões/variações, inclusive ‘A Arte da Guerra para Mulheres’. Alguém se habilita ler e me contar depois, please?! E que seja nos mínimos detalhes igual fizeram no Pijama Listrado, pra eu aprender tudo ‘sem sofrer’com assunto.

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No final das contas você pode até falar que eu estou com a mente fechada e perdendo oportunidades ótimas. Mas lamento discordar. O mundo literário é imenso, e tenho certeza absoluta que mesmo que nunca mais trabalhasse e vivesse lendo eu não iria dar conta de ler tudo. Me explica então pra que me forçar? Ler pra mim é diversão, e não ocupação. E como dizem por ai: eu não sou obrigada.

E se você já leu alguns desse livros e queira ‘defendê-lo’ comente logo abaixo que eu vou adorar saber seu ponto de vista. E se por um acaso você não leu, peço que não se sinta intimidado, talvez a gente só tenha gostos diferentes mesmo, e o livro pode ser ótimo para você. E isso é a coisa mais normal do mundo!

Um abraço,

AnaP*

 

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Ana Paula Cândido

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