Expectativa X Realidade: de quem é a culpa?

Há vários meses estou com esse  tema na minha cabeça, mas por diversos motivos ele ia ficando sempre pra depois… será que estava querendo ‘entender’ minha própria dúvida? Porque sinceramente, entre a expectativa de algo e a realidade do que realmente aconteceu, eu queria entender de quem é a culpa, independente do resultado.

Vamos lá! Quem ai já ouviu essa frase e as suas variações: “a expectativa é mãe da frustração”?! E ai eu te pergunto, então é errado ter expectativa de algo? Porque pela frase, pelo menos pra mim, dá pra entender que o problema todo está na expectativa, se você não há cria… não haverá frustrações.  Mas e se a realidade realmente foi ruim, não é justo colocar a culpa na expectativa.

Em partes, acredito que a expectativa é necessária em vários momentos. Inicialmente pode ser o ‘gatilho’ para se começar algo. Se você cria expectativa , você começa a projetar algo e trabalhar com base nisso ai. Se ela não existe, é como se não existisse motivo ou até mesmo caminho. Ou seja, no meio, é ela que vai direcionando para o resultado. E por fim ela pode ser também uma ser uma medida de qualidade . Em relação ao que se imaginou, qual foi o resultado?

O problema todo é quando a expectativa é sobre algo que não depende só de você. Porque quando depende você tem seus motivos e ainda assim pode não cumprir com o desejado… imagina no outro? E ai você projeta, imagina, fala, pensa, espera, e no final, não vê nada daquilo que você pensou. E ai, como lidar?

No final das contas, acho que a ‘culpa’ não é de uma nem de outra. A culpa está no equilíbrio. Ou melhor. A culpa está na falta dele. A culpa está no excesso ou na escassez em qualquer parte dessa relação. Se há expectativa demais, e a realidade costuma ser frustante. Se você espera pouco, há possibilidade de ser surpreendido como algo muito bom.

Mas ai, que me vem a tal ‘dúvida’: é melhor sempre esperar pouco para não quebrar a cara como dizem por ai? Eu fico muito triste de pensar que essa poderia ser a solução sabe. Porque desse jeito me parece que já estamos projetando uma mente medíocre, pouco exigente, que se contenta com pouco, para não sofrer no final. Acredito que se podemos muito, porque não desejarmos muito? E consequentemente fazer muito?

Sério… como faz?

Só sei que agora quando o assunto é expectativa X realidade, no que depende de mim, faço o meu melhor para superar as expectativas, as minhas e as alheias. Agora quando trata do outro, infelizmente, estou evitando sofrer. E acabo esperando menos. Afinal, o que vier, é lucro. Certo?

 

Um abraço,

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AnaP.*

PÓS-POST – Só pra relembrar…

Costumo compartilhar por aqui em forma de textos minhas ‘crises’… e essa foi mais uma delas. Se você se identificou, ok, mas não pense que é indireta ok? Porque na verdade é apenas um direta mesmo, só que pra mim e mais ninguém.

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Ana Paula Cândido

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