Sobre conselhos

Uma vez eu li uma frase que gostei muito e lembro sempre: “conselho é aquilo que você pede quando você já sabe o que quer”. Diga-se de passagem que eu concordo e muito com essa frase. Eu tenho passado por diversas mudanças atualmente, principalmente no âmbito profissional, e tenho me visto pedindo conselhos por ai. Mas essa coisa de conselho é algo muito curioso não é mesmo? A gente começa ali, conversando, contando um caso, e quando de repente você está pedindo a opinião daquela pessoa. E eu te pergunto, será que você realmente precisa/depende da opinião dela para você tomar sua decisão?!

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No mês passado a revista Cosmopolitan falou sobre isso em uma de suas reportagens, sobre como nós temos a tendência de pedir conselho para quem nós já temos a ideia de que vai concordar, ou vai nos aconselhar exatamente aquilo que a gente quer ouvir, e ainda não tinha percebido. Ou precisava de um fator externo para assumir essa vontade. Ou seja, essa situação casa perfeitamente com a frase ali de cima. A questão aqui é o seguinte, pra que então pedir conselhos? Será que vai fazer diferença real na sua decisão? Se você já sabe o que quer?

Eu partircularmente gosto de pedir conselhos, pois muitas vezes, enquanto a gente explica uma situação, as vezes a gente já percebe algo que não percebemos por não ter verbalizado até então. Sem contar que alguém de fora pode ver situações que até então são cegas para você. Ou ao menos te fazer questionamentos que te ajudam a tomar a descisão. Mas então eu te pergunto, se conselho fosse bom, a gente não dava, vendia, como fica a importância da opinião alheia sobre nossas descisões?

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Sem contar que ainda temos aqueles casos de quem nos dá conselhos sem termos pedido. Tenho passado por algumas situações parecidas e não tenho me agradado nenhum um pouco. É muito desagradável você está no meio do assunto e a pessoa vem o tempo todo “acrescentando” a opinião dela sobre sua vida, suas roupas, seu comportamento e até sobre sua personalidade, se você é mais ou menos aquilo. Ou seja, vale uma reflexão aqui se também não estamos fazendo isso, será que eu estou distribuindo ‘pitacos’ não solicitados por ai?

E ainda tem aquela questão de que, se a pessoa te dá um conselho de que juntar dinheiro é possível, mas ela não tem nada, como fica a credibilidade do conselho?? Nós temos a tendência de exigir que o conselho venha com garantias não é mesmo? Se a pessoa faz e deu certo, beleza, vou fazer também. Mas e se a pessoa que dá o conselho vive diferente do que prega, será que o conselho é inválido, ou só que a pessoa não tem força o suficiente para colocar em prática? Talvez a gente esteja perdendo ótimos conselhos por ‘exigir’ que o conselhereiro em questão seja a validação do ‘conteúdo’.

Para o final do post gostaria de deixar a reflexão de que a gente possa pensar bem, sobre pedir, e principalmente sobre dar conselhos, e o impacto que a nossa humilde opinião pode ocasionar na vida das pessoas. E se você está estranhando esse tipo de post por aqui, talvez seja porque meu aniversário passou e eu tenho a tendência de ficar mais reflexiva. Ou porque através de uma pesquisa para o blog, eu tenho seguido conselhos. Sei não…. o que você acha?

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Espero que tenham gostado desse post! Comenta ai pra eu saber 🙂

Um abraço,

Anap.

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Ana Paula Cândido

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